quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

"Eu acordei do coma"

Uma parte importante da vida de Bianca Toledo, o nascimento e os primeiros dias de seu único filho, está perdida. A cantora gospel de 32 anos não acompanhou a chegada do bebê porque travava ela própria uma luta pela vida. Durante 52 dias, esteve internada em coma e em estado grave.


Trabalho de parto 

Com 36 semanas de gravidez, Bianca sentiu fortes dores abdominais, pegou a mala da maternidade e correu para o hospital. Levou um susto quando os médicos informaram que ela não estava em trabalho de parto. Algo estava errado. A decisão pela cesárea foi feita às pressas, já que seu estado de saúde piorava rapidamente.
Ao entrar na sala de cirurgia a cantora já estava entubada e inconsciente, e entrou em choque assim que o bebê nasceu. Seu intestino havia rompido e o líquido fecal se espalhado pelo abdome, situação gravíssima e com baixos índices de recuperação. Seu estado de saúde era complexo.
“Todos os meus sistemas estavam falidos, meus rins pararam de funcionar e eu fazia hemodiálise diariamente”, relata. Bianca entrou em coma.
Para tentar salvá-la, foram 10 cirurgias de lavagem do abdome. Em paralelo, ela teve duas paradas cardíacas, uma delas com a duração de seis minutos. “Posso dizer que durante esse tempo eu morri. Mas resolvi voltar a viver”, acredita.
Quando parecia se recuperar, passou a ter problemas de coagulação e precisou, ao todo, de 300 transfusões de sangue. O marido, familiares e amigos fizeram uma campanha na internet para incentivar a doação. Aproveitaram também para pedir orações que pareciam, naquele momento, a única esperança. “Até os médicos duvidaram que eu sobreviveria”, conta.
O quadro já era delicado quando os médicos anunciaram que ela passaria por mais uma operação, desta vez no pulmão. Durante o procedimento, contraiu a superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), causadora de uma das mais resistentes e fatais infecções hospitalares.

A volta
  
O coma é um estado de alteração do nível de consciência. O grau de interação com o ambiente e com si mesmo reduz de acordo com a gravidade do quadro. “A pessoa não responde aos estímulos externos. O córtex, região do cérebro que nos dá consciência e reage aos comandos, está inibido. A pessoa não consegue estabelecer conexão com o mundo”, explica Douglas Ferrari, presidente da Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva (SOBRATI).

 Atualmente, os médicos utilizam a chamada escala Glasgow, criada em 1974 por cientistas escoceses, para definir a gravidade do paciente. Casos muito graves correspondem a 3 pontos e o estado normal, a 15 pontos.
“O coma é uma agressão ao sistema nervoso central que faz com que as funções de manutenção de vigília diminuam”, explica o neurologista do Hospital São Luiz, Álvaro Pentagna.
As causas que levam alguém a esse estado são essenciais para a recuperação – ou não – da consciência.
“Se foi um trauma, um acidente, as chances são maiores no período de um ano. No entanto, em casos não-traumáticos, esse tempo gira em torno de três meses”, relata o médico.
Próximo ao fim desse período, no 52º dia de internação, em dezembro de 2010, cercada por aparelhos, Bianca acordou.
Aos poucos, abriu os olhos. Estava com os músculos comprometidos e não conseguia se mexer. Não podia falar, pois ainda estava entubada, os rins não funcionavam sozinhos, o abdome precisava de atenção constante e ela havia perdido os cabelos por conta da grande quantidade de medicamentos.
“Estar lúcida sabendo que você pode estar morrendo é uma experiência inexplicável. O ambiente do Centro de Terapia Intensiva é paralelo, não dá para saber se é dia ou noite. Eu só conseguia abrir e fechar os olhos e nesse primeiro momento não havia ninguém comigo”, recorda.
“Quando recebia visitas, conseguia compreender as pessoas, mas não conseguia interagir. As pessoas conversavam comigo sem saber se eu estava ouvindo mesmo ou não, se estava entendendo ou não”, lembra.
A recuperação foi gradual. No início, Bianca conseguiu fazer-se entender apenas piscando os olhos. Depois passou a mexer sutilmente um dos dedos. Os familiares, muito atentos, foram os primeiros a notar o progresso.
O tempo de coma também é um fator decisivo para a saúde do paciente e sua recuperação. “Quanto mais a pessoa ficar nesse estado, maior a lesão no cérebro e menores são as chances de sair dele”, alerta Bernardo Liberato, neurologista do hospital Copa D´Or e membro da Academia Brasileira de Neurologia.

Uma nova vida

 Sair do estado de coma também não acontece de forma instantânea ou repentina. “Ninguém acorda do dia para a noite”, relata Ferrari. A pessoa esboça um pequeno sinal um dia, depois outro. A evolução pode levar semanas e não deve ser confundida com movimentos involuntários.
“Exames clínicos e de imagem poderão determinar a condição do paciente. O médico vai avaliar se há abertura ocular, resposta verbal, emissão de ruídos, resposta motora ou resposta a estímulo visual ou físico. O eletroencefalograma também ajuda nesse momento a verificar o funcionamento do cérebro”, relata Pentagna.
“Depois de um tempo, meus familiares pediram para que eu piscasse uma vez quando a resposta fosse 'sim' ou duas vezes quando quisesse expressar 'não'. Aos poucos, consegui mexer o dedo melhor e apontava as letras numa placa. Comecei a formar frases. Dizer o que eu achava importante foi realmente incrível”, relembra Bianca.
O organismo passou a responder significativamente bem e a fisioterapia diária trouxe mais mobilidade a braços e pernas. O primeiro passo foi respirar sozinha, em seguida, a traqueostomia foi retirada.
“Os médicos acreditavam que a minha voz nunca mais seria a mesma. Eu pensei que se havia vencido essa batalha, poderia vencer outra. Minha voz ficou diferente por causa da laringe, mas não abri mão da possibilidade de cantar e estou melhorando”, afirma. Quase recuperada e prestes a ir para casa, a insuficiência renal parecia ser a única sequela que ela carregaria. Um dia antes de ter alta, porém, os rins voltaram a funcionar. “Eu tinha muita fé de que isso ia acontecer”, diz.
No dia 18 de fevereiro, quase dois meses depois de acordar do coma, a cantora saiu do hospital lentamente, apoiada, pois ainda estava fraca e com grande comprometimento muscular. Mas finalmente parecia ter vencido a morte.

 Lembranças de ontem e de hoje

 Dos dias que ficou em coma, Bianca diz se lembrar de alguns momentos, que prefere chamar de sonhos. “Era como se vivenciasse tudo em outra dimensão. Lembro de ouvir música gospel, louvores, e que isso me trazia serenidade. Também recordo da visita de um parente, que me pediu perdão.”
Quando acordou, Bianca percebeu que um iPod tocava uma seleção de música desse estilo ao lado da cama e, ao reencontrar o familiar, disse-lhe que estava em paz por tê-lo perdoado.

 “Ele chorou muito e disse que havia feito o pedido em uma das visitas. É possível processar sentimentos mesmo estando inconsciente”, acredita. Para os médicos, essa ainda é uma área nebulosa e divergente, embora existam diversos relatos de pacientes que dizem interagir, ainda que minimamente, com o meio.
Entre todas as recordações e sentimentos ligados à experiência do coma, o mais emocionante foi o primeiro encontro de Bianca com o filho. Na época em que saiu do hospital, em fevereiro deste ano, seu bebê já estava com cinco meses.
“Foi estranho, mas maravilhoso. Ele já era um bebê grande. Olhou pra mim, bem para os meus olhos... e sorriu. Foi uma surpresa. Devagar, estamos fortalecendo nosso vínculo”, relata.
Agora, Bianca está lançando um livro sobre sua trajetória chamado “A História de um Milagre” (Editora Reino Editorial), que chega às lojas no dia 15 de dezembro.
“Eu preciso dizer que existe esperança, que é possível superar esse momento”, enfatiza.
"Mesmo que os médicos digam o contrário."

Fonte:  http://saude.ig.com.br/minhasaude/eu-acordei-do-coma/n1597388613474.html
Site da Bianca Toledo: http://www.biancatoledo.com.br/

O efeito Peter Pan


  Viver uma vida loucamente... Quem nunca imaginou uma vida sem barreiras, com paixões latentes e verdadeiras aventuras? Parece uma sinopse de filme de ação, não é? Mas, todos uma vez na vida, já pensaram em viver dentro desses filmes. A vida é muito dura e cruel, quando idealizamos deixamos essa realidade crua e nua de lado e nos transportamos para um novo patamar, o da imaginação.
  Mas, não há nenhum Peter Pan entre nós que possa permanecer no mundo dos sonhos para sempre, tudo na nossa vida nos cobra um posicionamento. A hora de crescer chega para todos nesse mundo. E é nessa hora que muitas pessoas perdem a cabeça, afinal, como enfrentar o mundo e seus desafios constantes? Estamos sozinhos e desprotegidos? E agora quem poderá nos defender?
  Tudo no mundo, muda constantemente. Nada é igual. Em todas as estações temos uma nova tendência na moda, em um curto período de tempo novas tecnologias são lançadas no mercado, novos filmes estreiam, novos cantores aparecem; tudo está em constante transformação.  A única coisa que não passa, não pode mudar é a palavra de Deus, que é fiel e digna de toda aceitação. Que nos promete coisas maravilhosas, presentes que não somos dignos de receber, mas por graça imerecida nos tornamos dignos.
  Muitas pessoas nesse século, vivem o efeito Peter Pan, ou seja, não querem dar passos em sua vida (espiritual, financeira, profissional, emocional, etc) com medo de não conseguir alcançar o alvo. Assim, o medo de crescer faz com que fiquem acomodados em uma vida limitada e até mesmo vazia.  Para todos os "Peter Pan", a palavra de Deus, deixa um grande incentivo: “Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem” (Salmos 23:4)
  Ter medo não é errado, o errado é deixar que o medo te paralise e acomode. Precisamos estar firmes nas promessas de Deus para a nossa vida, ELE ESTÁ CONOSCO. Se passarmos pelo fogo, é promessa de Deus que não vamos nos queimar. Se passarmos pelas muitas águas, é promessa de Deus que não vamos nos afogar. O Senhor está ao nosso lado, e nada pode nos fazer parar!!!

Autor: Gabriel Fernandes



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O bezerro de ouro moderno

Hoje, li uma frase que me deixou muito desconcertado e até meio tonto: “ Viva à idolatria!!”. Você não leu errado, estava escrito com todas essas letras, juro que fiquei perplexo e que meu coração congelou. Bem, pensei que poderia ser alguma forma de sarcasmo, porém o que constatei era que a pessoa que escreveu isso demonstrava que estava consciente de todas as suas palavras e seus significados.
O mundo está caminhando para o seu declínio total, e isso faz meu coração apertar. Quando caminho na rua vejo quanta maldade e desigualdade há em nossa geração. O amor de muitos esfriou, vivemos em um vasto inverno glacial no mundo espiritual. O nosso inimigo não mais se camufla como fazia, hoje, ele se apresenta abertamente. Muitas pessoas se sujeitam ao prazer incalculável desse mundo e perdem totalmente o seu direito de vida eterna.
Com todas as tecnologias, vemos famílias que possuem grandes e eficazes computadores, internet muito rápida, mas um afastamento pessoal, a desvalorização de algo que foi criado por Deus. Vemos crianças e adolescentes em sua mais tenra idade, se prostrando aos viciantes prazeres carnais, graças a diversas janelas abertas em sua tela de computador. O prazer desse século se tornou um deus, e todos os seus seguidores o idolatram cegamente; assim também como o deus dinheiro, o deus mentira e tantos outros que dominam esse século.
A palavra idolatria ( herda dos radicais gregos eidolon + latreia, que significa respectivamente “corpo” e “adoração”, neste sentido representaria mais uma adoração às aparências corporais do que de imagens simplesmente) tem antepassados que nos revelam grandes afastamentos da presença de Deus, como o caso da idolatria ao bezerro de ouro no velho testamento. Todo o povo sofreu com aquele tolo ato de adorar à um deus oco e vazio, que nada podia fazer.
Todo o ser humano nasce com uma grande identidade de adorador. Fomos criados para louvar ao nosso maravilhoso e grandioso Deus de amor. Mas, em contato com as artimanhas hipnotizadoras do maligno nesse século passamos a nos prostrar diante de coisas corruptíveis e assim, tiramos Deus de seu lugar de honra para dar lugar ao nosso próprio “eu” e suas necessidades egocêntricas.
Não posso pensar na idolatria como algo bom e saudável como essa pessoa deu a entender com sua pequena frase rotineira. Tudo que tira Deus de onde Ele é o Rei e Senhor é algo que quero abominar e distanciar do meu ser. Quantas pessoas estão morrendo, vendendo seus filhos, se prostituindo, matando por causa da idolatria ao dinheiro; Quantas pessoas estão vagando por sites de prostituição e pornografia para satisfazer o deus prazer que comanda as suas vidas? Viva à idolatria? Não posso “engolir” esse pensamento, pois estaria concordando com inúmeros erros que abrangem esse século perdido. Que a graça do Senhor esteja inundando essa geração e que aja cura e libertação para todos nós!!! 
Autor: Gabriel Fernandes
Montagem: Gabriel Fernandes


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Fatos não dados



Estava mergulhado nas atualizações do Facebook quando algo me tocou, me despertou de meu torpor e acomodação. Algo que não esperava, ou melhor, não queria abrir os meus olhos e meu entendimento para essa dura e triste realidade de nosso país, afinal, estamos tão imergidos em nosso "mundinho" do Facebook que prestamos atenção em poucas coisas que estão acontecendo bem perto de onde moramos.

Um grupo de pessoas solidárias e doadoras fizeram uma grande e bela ação em um bairro carente do Rio de Janeiro, levando roupas, brinquedos e muiiiiita alegria para pessoas massacradas por uma realidade dura e cruel. Mas, isso não foi o que chamou minha atenção, o que fez com que eu despertasse de minha ociosidade foi a foto de uma menina muito pequena com as roupas um pouco rasgadas, segurando seu humilde chinelo na mão e com uma aparência suja e desleixada. Aquela foto despertou algo em mim, porém continuei visualizando as fotos e postagens de meus "amigos" no Facebook. Para minha surpresa ( melhor dizendo, fiquei chocado com tamanha coincidência), logo abaixo da foto dessa garota humilde e sem nenhum cuidado, estava a foto de outra pequena menina, todavia essa exibia seu novo e caro brinquedo em uma das mãos, na outra segurava um copo de um fastfood muito conhecido e ainda portava em seu arrumado e brilhoso cabelo uma bela coroa de princesa. Em meu interior houve um grande choque cultural, parecia que estava observando duas crianças de mundos diferentes, quando na realidade as duas moram no mesmo país e bem próximo uma da outra. 

Como deixei passar essa realidade diante de meus olhos? Estava mergulhado demais em meio narcisismo espiritual e material? O que descobri foi que na realidade não só eu, mas toda a grande maioria da população, não sabe e não se sente confortável ao saber de tamanha injustiça. Duas crianças, mas duas realidades tão distantes. 

Fiquei parado por um bom tempo diante daquela irônica imagem. Descobri que amar o próximo é um grande e difícil desafio.  Amar requer sacrifício e renúncia. Quem quer conviver com uma realidade tão pesada e miserável? Afinal, somos influenciados a pensar em um mundo de luxos e corpos sarados como a mídia vende. Deixamos que esse século cauterize a nossa mente com falsos desejos individualistas e ególatras, e esquecemos assim do nosso próximo… de Deus…
O que essa simples imagem de desigualdade passou para minha vida foi algo tremendo, sou mais do que um computador novo, um celular super tecnológico ou uma roupa caríssima. Eu sou um ser humano, criado por Deus, que partilha a mesma humanidade com milhões de pessoas na face da terra e, por esse motivo, eu me sinto incomodado de não fazer nada por outras pessoas. Apesar de todas as diferenças que possam haver entre os seres humanos, todos fazemos parte de uma mesma espécie. Precisamos amar o nosso próximo como a nós mesmos. Precisamos nos aproximar de nosso criador, afinal de contas, quanto mais longe Dele, mais o nosso senso moral é arrancado; e assim nós tornamos frios e acomodados perante os males de nossa geração.

 
Autor: Gabriel Fernandes
Montagem: Gabriel Fernandes

Ter ou não ter Deus na vida: eis a questão.


 Os alicerces são a base de todas as casas, tendo, por essa razão, uma grande importância. A função primordial de um alicerce é dar solidez e transmitir para o terreno todo o peso da casa. O alicerce é a estabilidade principal de toda boa construção.

Uma famosa história que exemplifica muito bem a função do alicerce é "Os três porquinhos." Bem, você deve estar se perguntando o que isso tem haver com o assunto, porém, por meio desse simples conto infantil poderemos entender alguns princípios que vão nos ajudar em nossa caminhada nesse novo ano que se iniciou.

Para resumir a história, três porquinhos tinham a missão de construir suas novas habitações. Cada um teve a opção de escolher o material que iria utilizar. O primeiro escolheu a palha, o segundo escolheu a madeira e o terceiro a pedra. Não preciso nem contar quem se prejudicou com sua escolha insensata. O terceiro porquinho teve uma grande inspiração bíblica: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelha-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e desceu a chuva, e correram os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha." (Mateus 7: 24-25)

Viver sem Cristo, sem Deus, é o mesmo que viver sem esperança. É morar em uma casa sem alicerce, construída sobre a areia; estar a mercê de qualquer vento, estar prestes a ruir e acabar. O fato de grande  parte da humanidade viver sem Deus, diz o apóstolo Paulo, é a razão do curso degradante da imoralidade sexual, da impureza e libertinagem, da idolatria e feitiçaria, do ódio, discórdia, ciúmes, inveja, embriaguez, orgias, corrupções e coisas semelhantes.  Sem Deus como alicerce de nossa vida, não conseguiremos ficar em pé em meio aos ventos influenciadores desse século.

Em Efésios 2. 11-22, Paulo, diz que aqueles que se convertem e passam a viver com Deus já não são mais estrangeiros e forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre os fundamentos dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, como alicerce. Já o Salmo 1 diz que o homem com Deus na vida é semelhante a uma árvore plantada à beira de águas correntes– vivo, verdejante e frutífero, enquanto o homem sem Deus é como palha levada pelo vento– inútil e perdido por aí.

Autor: Gabriel Fernandes
Fonte de pesquisa: Presente Diário (Rádio trans mundial)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Ano Novo. Novas promessas.



Adeus ano velho, feliz ano novo. Que tudo se realize no ano que vai nascer...♫♪ Todos os anos essa famosa (e velha!!!) música está em nosso repertório de fim de ano. Além das rabanadas, bacalhau, presentes, roupas brancas e várias tradições que há muito tempo fazem a cabeça da sociedade. Pensando no ano novo pude relembrar dos anos que se passaram, tudo bem que isso parece meio paradoxal!!! Mas, foi isso que aconteceu.

Lembrei das promessas que fiz em relação a minha vida e planos para o ano futuro. Quem nunca prometeu que iria entrar na academia, parar de comer aquelas gordurosas comidas que nos deixam estufados e cheinhos, trocar de emprego, falar menos, ajudar o próximo, contribuir para paz mundial... Enfim, todos nós prometemos muitas coisas no calor do momento em que o relógio marca meia-noite e você se depara com mais um longo ano pela frente, cheio de desafios, batalhas e para ser bem sincero, com pouquíssimas promessas cumpridas.

Fiquei pensando em qual o motivo para fazermos tantas promessas no dia do nascimento de um novo ano. Por que criar uma expectativa para um ano que nem começou? Bem, um dos maiores problemas do ser humano é a ansiedade, afinal, estamos enfrentando um novo ano que vem chegando com toda a força. Ou seja: novas contas, novos desafios, novos projetos e sonhos. Precisamos algo que nos dê 1% de segurança, por esse motivo baseamos a nossa vida em promessas que bem lá no fundo sabemos que não serão cumpridas, mas nos dá um certo ânimo e segurança para enfrentarmos o novo começo.

O ser humano precisa de um alvo. Algo que lhe mostre aonde deve andar, qual será o caminho para o sucesso, como e onde deve parar. Sem um alvo, caminhamos na escuridão.  Permanecemos perdidos em uma terra de angustia e perdição, infelizmente muitas pessoas encontram-se nessa situação. Colocam toda a sua esperança em promessas que são vazias e limitadas, quando deveriam esperar naquele que tem todo o poder e a melhor direção para a nossa vida.

Somos ansiosos por natureza, sofremos antecipadamente em vários momentos de nossa vida, inclusive no famoso ano novo. Porém, o Senhor nos convida a descansar em seus braços de amor, nos dando os seus sonhos como promessa para a nossa vida. Devemos entregar a nossa vida totalmente à esse Deus maravilhoso, não precisamos prometer nada nesse inicio de ano, afinal, Ele nos promete: “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” Mateus 6:31-34
 
FELIZ ANO NOVO!!! UM 2014 CHEIO DE ESPERANÇA E SEGURANÇA EM DEUS!!!



Autor: Gabriel Fernandes










quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Metamorphosis: Pensamentos sobre aniversariar...



Faltam poucos dias para o meu vigésimo aniversário, poucos dias para viver algo novo (ou quase isso). Estou meio deslocado, afinal, havia me acostumado a pouco tempo com os meus 19... 18... 17... 16... Como o tempo passa rápido, ou somos nós que fazemos o tempo passar?

Hoje me peguei analisando superficialmente os meus 20 anos, se bem que não chamaria o que passou pela minha mente de análise. Basicamente, foram 20 anos de crescimento, transformações, mudanças, algumas realizações, muitos sonhos, milhares de palavras, algumas centenas de livros e uma quantidade incalculável de comida. Como nós comemos!!!

Como sou um pouco curioso e não tinha nada de interresante para fazer, comecei a procurar algo que me explicasse mais sobre essa importante data para todas as pessoas do mundo: o famoso aniversário. A palavra aniversário vem do latim anniversarius (anni = "ano" + vers = "que retorna" + arius = "data"), que significa “o que volta todos os anos” ou “o que acontece todos os anos”.  

Os gregos dizem que cada um tinha um espírito protetor ou gênio inspirador que assistia seu nascimento e vigiava sobre ele em vida. Este espírito tinha uma relação mística com o Deus em cujo aniversário natalício o indivíduo nascia. Os romanos também endossavam essa ideia. O costume de acender velas nos bolos começou com os gregos. Bolos de mel redondos como a lua e iluminados com velas eram colocados nos altares do templo de Ártemis. As velas de aniversário, na crença popular são dotadas de magia especial para atender pedidos.

 Na Europa, as pessoas criam em espíritos bons e maus, às vezes chamados de fadas boas e más. Todos temiam que esses espíritos prejudicassem o aniversariante, de modo que ele ficava cercado de amigos e parentes, cujos votos de felicidade, e sua própria presença, o protegeriam contra os perigos desconhecidos que o aniversário natalício apresentava. Dar presentes resultava em proteção ainda maior. Uma refeição em conjunto fornecia uma proteção adicional e ajudava a trazer as bênçãos dos espíritos bons. Portanto, a festa de aniversário natalício destinava-se originalmente a proteger a pessoa do mal e garantir que tivesse um bom ano.

Sabe, fiquei meio abismado e ao mesmo tempo assustado com todas essas explicações e rituais pagãos de espíritos bondosos e malignos que rodeiam a data mais importante que temos em nossa vida humana. Mas, bem lá no fundo, ainda o meu questionamento não foi atendido como deveria ser (pelo menos não para as minhas expectativas). Não quero pensar em ter um aniversário como todos tem, como manda a tradição. Reúna seus amigos, faça uma big festa, coma até não poder mais, compre e ganhe vários presentes e esqueça do verdadeiro valor da vida que você recebeu desde o seu nascimento. . .

Nesse aniversário quero fazer diferente, quero acordar e meditar nos anos que passaram, trazer a memória aquilo que me dá esperança de continuar, que me faz ser grato por não viver uma vida sem alvo, uma vida vagante em uma terra de perdição. Nessa data tão singela e importante quero lembrar de pessoas que marcaram a minha vida, que deixaram muito em mim e levaram também um pouco de meu coração quando partiram. Quero acordar  e pensar em Deus, não de uma forma religiosa ou até mesmo idolatra, mas quero elevar o meu pensamento aquele que me criou e me fez para um propósito que ainda não sei e não posso prever.

Olho para o meu passado e muitos sorrisos brotam em meus lábios, assim como muitas lágrimas também. Olho para o meu presente e percebo que não gostaria de estar em outro lugar que não fosse aqui, perto de pessoas que amo, que me fazem ser quem eu sou. Olho para o futuro e vejo Deus desenhando o meu caminho, o que me faz aguardar; me faz descansar em seus braços.

Penso que todos esses anos que se passaram foram os fundamentos de algo que ainda não posso explicar, não consigo antever. Mas, quero usar o meu “aniversariar” para meditar naquilo que tenho como objetivo, para retomar algumas batalhas que foram deixadas de lado por falta de força, ou até mesmo por medo de não conseguir. Quero me reinventar, não ser o mesmo sempre...  O maior erro do ser humano é aceitar ficar estacionado em uma posição de medo e acomodação, quando na verdade fomos criados para viver a novidade que é nos metamorfosear todos os dias, dando um verdadeiro significado aquilo que hoje chamamos de aniversário, todavia  bem lá no fundo do meu íntimo o chamo de renascer...

Autor: Gabriel Fernandes 
Fonte de pesquisa: Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal)